"A indexação do valor ou da idade das pensões ao número de filhos e a atribuição de um abono de família idêntico aos restantes países da União Europeia deveriam ser medidas prioritárias", afirmou hoje à agência Lusa o presidente da APFN.
Para Fernando Ribeiro e Castro, se a idade ou o valor das pensões forem indexadas ao número de filhos "a taxa de natalidade vai para o valor desejável de 2,1 filhos por casal, promovendo-se um aumento da natalidade".
Em Portugal, o défice de natalidade cifra-se em 31 por cento, o que representa menos 50.000 nascimentos por ano.
Actualmente, a taxa de natalidade é de 1,4 filhos por casal e para se inverter a situação deveria sofrer um aumento de 50 por cento.
O presidente da APFN critica ainda o facto de, pela primeira vez nos últimos 25 anos, "o Governo não ter criado uma entidade coordenadora para a política da família", violando o artigo 67 da Constituição Portuguesa.
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