Os seus colegas do 6.º ano, que estão neste momento a proceder à mesma avaliação, também não têm a vida facilitada. Entre as várias disciplinas deste ciclo de estudos podem olhar para 110 títulos. São estes os dois anos cujos manuais vêem agora o seu período de vigência concluído (também os 11.º e 12.º anos) e em relação aos quais as escolas têm de efectuar novas escolhas para o próximo ano lectivo. Para todos os nove anos do ensino básico, o número de manuais disponíveis no mercado ascende a 1200, sem contar com os de Educação Moral e Religiosa. Apenas para o 1.º ano são mais de cem. E só para Língua Portuguesa, por exemplo, existem 36. O problema da quantidade e diversidade de livros escolares, que dificulta tanto o processo de adopção como a verificação da qualidade científica e pedagógica - obrigatória por lei, mas nunca cumprida - não é novo. Mas a verdade é que também não parece diminuir.
De acordo com os dados do Ministério da Educação relativos ao ano passado, existiam mais de dois mil livros para os 12 anos de escolaridade.
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