Num artigo publicado recentemente no The Telegraph, o colunista James Langston apresentou o chamado Baby Gender Mentor, um teste que segundo os seus criadores pode determinar o sexo do bebé a partir da busca do DNA do menino no sangue da mãe.
O teste custa 275 dólares e afirma ser 99,9 por cento eficaz. Os seus criadores afirmam que este procedimento não toma mais de 48 horas e o que faz é procurar um cromossoma “E” no sangue da mãe. Se se encontrar, então a mãe espera um menino.
Sherry Bonelli, Presidenta do Pregnancystore.com – empresa que possui os direitos para difundir a prova nos Estados Unidos – acredita que não existe razão para preocupar-se com abortos eugénicos.
“A prova é para gente que está tão emocionada que não pode esperar para saber se vão ter um menino ou uma menina”, indicou e adicionou que das muitas mulheres que adquiriram o teste, desenvolvido pela empresa Acu-Gen Biolab, “não existe evidência de que tenha sido utilizado para seleccionar o sexo dos meninos”.
Entretanto, organizações pro-vida como a Americans United for Life temem que as mulheres que se sintam “desapontadas” com o sexo do seu bebé, optem por abortá-lo pois a gravidez está numa fase muito inicial.
“As mulheres que estão interessadas em ter um filho de um determinado sexo, verão que é mais fácil abortar com poucas semanas de gravidez em vez de fazê-lo mais adiante durante a gestação, pois traz mais complicações”, afirmou Daniel McConchie, porta-voz da instituição.
Por sua parte o biologista Arthur Caplan da Universidade da Pennsylvania assinalou que às cinco semanas o menino mede tão somente centímetro e médio e muitas mulheres não se dão conta que estão grávidas. “Pode alegar distintas coisas, mas o facto é que (com esta prova) está-se a enviar informação sobre o sexo do bebé. Isso te coloca dentro do negócio da selecção de sexo”, indicou.
Espera-se que para finais deste ano, Acu-Gen Biolab anuncie que o teste será capaz de detectar desordens genéticas severas como o Síndrome do Down. A diferença do Baby Gender Mentor, que é enviado aos pais para as suas casas para que logo eles enviem o sangue e vejam os resultados na Internet, a nova prova será dirigida por médicos e regulada pelo órgão federal competente.
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