Aspecto técnico-científico da pílula do dia seguinte em linguagem popular
Dr. Talmir Rodrigues
A pílula do dia seguinte, cujo fármaco é o Levonorgestrel, divulgada à nível internacional como contracepção de Emergência , é vendida principalmente em países onde a Legalização do Aborto existe e este ocorre independente do motivo , até o 3º mês de gestação. Conforme a sua bula e orientação nosológica ela deve ser tomada até às 72 horas após a relação sexual, para que atinja a sua eficácia e o objectivo que é evitar ou interromper a gravidez indesejada. Contudo é necessário entender que uma gravidez ou gestação ocorre com a fusão do óvulo e espermatozóide, no terço médio superior das trompas, em geral não mais que 2 horas após a relação sexual.

Como a vida humana, com os seus 46 cromossomas, surge naquele instante, a acção da pílula do dia seguinte tem claramente a acção abortiva, significando não ser esta a acção de um ‘remédio’ que teria a função de tratar ou prevenir uma doença, esta droga impede que ocorra a nidação da criança na sua fase embrionária (nidação, é uma palavra originária do latim que significa fazer ninho). A vida surgiu e foi interrompida. Não podemos dizer que o que foi interrompido foi simplesmente uma gravidez ou gestação, fazendo jogo de palavras. Um ser humano foi sim, morto através da acção química de uma droga que age na parede interna do útero, endométrio, impedindo que este ser humano em média com 7 dias continue a evolução natural durante o seu desenvolvimento até a morte por velhice.

Dizer que no primeiro momento após a fecundação, o que existe é um amontoado de células é estar na contra mão da ciência, que certifica ser uma Vida Humana desde seu primeiro estágio da célula ovo. O EARLY PREGNANCY FACTOR que traduzido do Inglês significa: Factor Precoce da Gravidez é encontrado nos primeiros dias de vida, antes da nidação. Ele comprova que a acção da pílula não é ‘fazer descer a menstruação mas que o resultado final é a destruição da vida já existente pelo abortamento. A Progesterona , hormona pro-gestação predomina após a ovulação e se ocorre uma fecundação evita o surgimento de uma menstruação. A fracção BHCG é uma hormona produzida pela criança concebida e não pela mãe e pode ser detectado na urina ou sangue no teste de gravidez. Poderíamos dizer que a criança manda uma ordem para a mãe: ‘mazinha eu estou aqui, não menstrue!’. Durante os nove meses de gravidez a criança desenvolve-se até o momento que se sente estar madura e a progesterona não sendo mais necessária, diminuindo na corrente sanguínea , possibilita o nascimento do bebé.

O Direito à escolha deve ser defendido mas é mister clarearmos que Direito à Escolha em deixar uma criança continuar com vida e desenvolver-se é diferente de escolher a morte de um ser humano, escolher a eliminação de uma vida humana através de um acto deliberado e cómodo de ingerir uma pílula. A criança não eliminada, considerando a acção anticonceptiva e abortiva não ocorrer em 100% dos casos, pode vir à ter uma malformação possível. A procura, por isto, de um aborto cirúrgico provocado eugenicamente, isto é visando o não nascimento de uma criança deficiente ou do abandono da mesma, posterior ao parto, nestes casos ocorre de uma maneira drástica.

Os danos morais e psicológicos para o casal são possíveis, pois o acto da mulher tomar o comprimido de emergência destrói o potencial da paternidade e da transmissão da vida, o que a curto, médio e longo prazo causará a doença denominada síndrome Pós – Aborto , aumentando com isto consulta a médicos, psicólogos e psiquiatras , e mais gastos particulares ou públicos .

Concluindo: A criança na fase embrionária de pré implantação (nidação) tem vida própria, deve ser respeitada quanto ao seu DIREITO DE VIVER.
 
Fonte: em 06/03/2004

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